Mangueiras Certificadas, Filtros e Normas: A Base Essencial para Segurança e Qualidade no Armazenamento e Distribuição de Diesel e Arla‑32

Como mangueiras aprovadas, filtros de alta qualidade e cumprimento das normas ABNT 15461 e IT 2025 podem evitar acidentes, contaminação e prejuízos operacionais, garantindo conformidade e confiança

Em operações com diesel e Arla‑32 — seja em postos de abastecimento, transporte pesado, indústrias ou frotas — a segurança, a qualidade do combustível e o cumprimento das normas regulatórias não são apenas obrigações legais, mas vantagens competitivas. Equipamentos como tanques estacionários (aéreos ou bipartidos), bombas, filtros de linha, bicos, mangueiras certificadas e sistemas de filtragem são partes de um ecossistema que deve funcionar em conjunto para assegurar que o combustível ou agente (como o Arla‑32) chegue ao destino em conformidade com especificações técnicas, livre de contaminantes, e sem riscos de vazamentos ou acidentes.

Este artigo trata detalhadamente de como as mangueiras certificadas pelo INMETRO, os filtros de linha apropriados, os bicos, e as normas ABNT 15461 e IT 2025 convergem para compor um sistema seguro, eficiente e regulamentado. Vamos explicar os benefícios, os riscos de negligenciar essas etapas, e dar orientações práticas para seleção, manutenção e boas práticas.

A Importância das Normas e Certificações — ABNT 15461, IT 2025, INMETRO

O que são ABNT 15461 e IT 2025

  • ABNT NBR 15461 define requisitos para tanques estacionários para armazenamento de combustíveis e acidentes de segurança. Abrange barramentos estruturais, espessuras de parede, respingos, contenção, proteção contra quedas, ventilação, válvulas de segurança etc.

  • Instrução Técnica (IT) 2025 é uma norma do Corpo de Bombeiros que rege aspectos específicos de segurança contra incêndio, localização de tanques, distâncias mínimas, sinalização, acesso para brigada de incêndio, e sistemas de mitigação de risco em instalações que estocam combustível ou agentes similares.

O papel do INMETRO

  • O INMETRO certifica que produtos (como mangueiras, bicos, filtros, bombas) atendam padrões de desempenho, estanqueidade, compatibilidade química, limitações de resíduos, resistência mecânica, condutividade elétrica, entre outros.

  • Para mangueiras, a Portaria 137 (das normas brasileiras) exige que componentes usados em operações com combustíveis sejam testados quanto à aderência a substâncias químicas, rigidez, pressão de trabalho, permeação e segurança para evitar vazamentos ou deterioração.

Benefícios de estar em conformidade

  • Segurança: redução de vazamentos, incêndios, contaminação ambiental ou em solo e água; menor risco de acidentes com operários.

  • Qualidade do produto: combustível ou Arla‑32 chegando limpo, sem partículas ou água, mantendo as especificações de desempenho veicular ou tratamento de emissões.

  • Legalidade: evitar autuações, multas, interdições por fiscalização do Corpo de Bombeiros ou órgãos ambientais.

  • Economia: menos perdas, menos retrabalho, menor risco de paradas por avarias em equipamentos.

  • Confiabilidade frente ao cliente: valor agregado à imagem da empresa, fidelização.

Mangueiras Certificadas — Especificações, Riscos de Uso Indevido e Boas Práticas

Tipos de mangueiras utilizadas

Você fornece:

  • Mangueiras certificadas pelo INMETRO (Portaria 137) com comprimento de 5, 7,5 ou 10 metros, em diâmetros de ¾ ou 1 polegada, destinadas a Diesel.

  • Mangueira própria para Arla‑32.

Cada tipo deve ter características específicas:

  • Compatibilidade química: materiais que resistam ao ataque do Diesel ou do Arla‑32 (o Arla é solução de urea, bastante agressiva para alguns plásticos ou borrachas não resistentes).

  • Pressão de trabalho: suportar a pressão gerada pelas bombas em operação mais margem de segurança.

  • Permissão de permeação: baixa permeação de vapores ou líquidos para evitar perdas ou contaminação.

  • Flexibilidade e resistência mecânica: evitar torções, abrasão, contato com superfícies que aqueçam ou desgaste físico.

Riscos de usar mangueiras inadequadas ou não certificadas

  • Vazamentos: material que trinca ou splits não certificadas podem permitir fugas de Diesel ou Arla‑32, com risco de incêndio ou contaminação ambiental.

  • Contaminação cruzada: se utiliza equipamento ou acessório inadequado com resíduos ou falhas no material que permita infiltração ou permeabilidade.

  • Falhas de desempenho: mangueiras muito rígidas ou que endurecem trazem perda de eficiência na transferência.

  • Multas, interdições: uso de mangueira sem certificação INMETRO ou fora das especificações contraria normas fiscais, ambientais ou do Corpo de Bombeiros.

Boas práticas para seleção, instalação e manutenção

  • Verificar documentação: certificado INMETRO válido, relatório de testes químicos e de pressão.

  • Escolher comprimento e diâmetro adequados para o ponto de uso, para minimizar dobras acentuadas e perda de carga.

  • Isolar a mangueira de fontes de calor excessivo ou superfícies abrasivas; evitar exposição solar direta sem proteção se o material for sensível.

  • Inspecionar periodicamente por rachaduras, endurecimento, vazamentos ou bolhas. Trocar imediatamente se houver sinais de degradação.

  • Conservar as conexões e bicos limpos, com vedação adequada.

Filtros de Linha — Tipos, Importância e Escolha Adequada

Tipos de filtros oferecidos pela TB Tanques e Bombas

Você fornece:

  • Filtro de linha de 1 elemento de inox com cúpula de polipropileno — uso APENAS para Diesel (modelo TB‑100 — retém até 50 micras).

  • Filtro de linha de 1 elemento de inox com cúpula de alumínio — uso para Diesel, Etanol e Gasolina (modelo TB‑100 — retém até 50 micras).

  • Filtro hidrofóbico de 4 elementos de polipropileno com cúpula de aço carbono (modelo TB‑400 — retém até 25 micras).

Por que filtros são vitais

  • Proteção de equipamentos: bombas, bicos, mangueiras, sistemas de injeção dos veículos são sensíveis a partículas. Partículas acima de certo tamanho, ou água, provocam entupimentos, desgaste prematuro, falhas de vedação.

  • Qualidade do combustível/arla‑32: partículas e água comprometem as propriedades químicas do diesel ou do agente de emissões, podendo afetar rendimento, emissão de poluentes ou durabilidade.

  • Controle de contaminação: filtros ajudam a reter sedimentos das tubulações, poeira, micro-partículas metálicas ou sujeira introduzida no tanque. Os filtros hidrofóbicos também ajudam a separar água, que é um dos maiores inimigos no sistema.

Comparativo prático: quando usar cada tipo

Cenário

Filtro de 1 elemento (inon‑cúpula plástica / alumínio)

Filtro hidrofóbico 4 elementos (TB‑400)

Diesel com uso intenso, bombas de alta vazão, muitos ciclos de abastecimento Use TB‑100 se pouca água e partículas grandes aceitáveis; substituição frequente TB‑400, quando for necessário reter até 25 micras e separar água
Áreas com contaminação frequente ou operação off‑road Um elemento mais simples para pré‑filtragem Hidrofóbico mais eficiente é essencial
Quando se usa Etanol ou Gasolina também Usar o TB‑100 com cúpula de alumínio, que resiste aos combustíveis mais agressivos Hidrofóbico dependendo de compatibilidade química; verificar se todos os elementos e o corpo do filtro são compatíveis com Etanol / Gasolina / Arla‑32

Manutenção e substituição

  • Troca preventiva: baseando‑se em tempo de uso, número de litros transmitidos, pressão diferencial atravessando o filtro; quando observada queda de vazão, aumento de pressão d’água/combustível, risco de contaminação.

  • Limpeza onde aplicável (alguns modelos permitem limpeza ou lavagem), mas sempre assegurar que material esteja seco e que juntas vedações sejam reapertadas de maneira correta.

  • Inspeção visual da cúpula: verificar transparência (se aplicável), sinais de danos ou corrosão (na parte metálica ou nas roscas).

  • Selagem correta: nunca deixar folgas entre as roscas ou juntas; usar selantes compatíveis.

Integração de Equipamentos: Bombas, Bicos, Tanques e o Papel dos Componentes Secundários

Para que todo o sistema funcione bem, mangueiras certificadas e filtros devem estar integrados a bom funcionamento com tanques, bombas e bicos.

Tanques e Normas de Fabricação

  • Tanques aéreos estacionários horizontais ou verticais, tanques IBC, tanques bipartidos: todos fabricados conforme ABNT 15461, com corpo em aço carbono, com espessuras, passes de solda, proteções anticorrosivas, válvulas de segurança.

  • Devem dispor de contenção de vazamentos, sinalização, proteção contra descargas elétricas, aterramento, cobertura ou proteção contra sol e chuva, dependendo do ambiente.

Bombas e sua compatibilidade

  • Bombas elétricas para Diesel (marca Bremen 12V ou 220V, marca Piusi; bombas industriais recondicionadas Dresser Wayne; bomba para Arla‑32 230V): todas demandam proteção adequada do fluido (filtro antes da bomba), mangueiras que suportem a pressão e tamanho de conexão compatível com bico.

  • Vazão de 60 L/min para bombas elétricas, ou 50‑90 L/min para industriais: quanto menor for o filtro ou mangueira inadequada, maior a perda de pressão, menor eficiência, maior trabalho para motor ou para circuito elétrico.

Bicos e conexões

  • Bicos manuais ou automáticos de ¾ ou 1″, bico Arla‑32 ¾: devem ter vedação adequada e compatibilidade química, especialmente para Arla‑32, que pode cristalizar e entupir bicos mal projetados.

  • A junção entre bico e mangueira, entre mangueira e bomba, deve usar conexões certificadas, com roscas compatíveis, vedação que evite vazamentos.

Casos Práticos & Exemplos de Riscos

Exemplo de acidente por vazamento em mangueira não certificada

Um posto que utilizava mangueiras genéricas sem certificação teve fissuras após exposição contínua ao sol, com ressecamento do material. O diesel vazou durante abastecimento, provocando derrame no solo e risco de incêndio, resultando em multa ambiental, limpeza onerosa e danos reputacionais.

Caso de falha no filtro

Uma frota pesada começou a ter falhas nos sistemas de injeção dos veículos. Investigação revelou que o combustível estava contaminado com partículas finas superiores a 25 micras. Filtro utilizado era de 50 micras sem pré‑filtragem hidrofóbica; água acumulada no tanque não estava sendo removida. Equipamento teve sérios custos de manutenção.

Importância da norma e fiscalização

Em uma auditoria do Corpo de Bombeiros, empresa foi exigida a apresentar documentação dos tanques, laudo de estanqueidade, certificado do fabricante dos tanques conforme ABNT 15461 e atendimento à IT 2025. Também foram verificadas as mangueiras e filtros. Qualquer equipamento fora da especificação resultaria em embargo.

Recomendações Práticas Para Implantação ou Melhoria em Serviços

Passo a passo para implementação

  1. Avaliação inicial do sistema existente: verificar todos os componentes — tanques, bombas, bicos, mangueiras, filtros. Levantar quais já têm certificação, quais não.

  2. Mapeamento dos pontos críticos: onde há vazamentos, queda de vazão, contaminação, parte elétrica sem proteção, exposição ao sol ou agentes externos.

  3. Substituição dos itens não conformes: trocar mangueiras, filtros ou bicos que não possuem certificados ou que estejam danificados.

  4. Padronização de componentes: usar sempre mangueiras INMETRO, filtros TB‑100 ou TB‑400 conforme necessidade, bicos compatíveis, bombear com pressão adequada.

  5. Capacitação de equipe: treinamento para instalação correta, inspeção, manutenção preventiva, limpeza, uso correto de filtros e mangueiras.

  6. Registro e documentos: manter certificados, laudos, ARTs, registros de troca/manutenção, prontuários exigidos legalmente.

Cronograma e custos estimados

  • Definir metas anuais ou semestrais para substituição ou upgrade (por exemplo: 25 % das mangueiras no primeiro semestre; todos os filtros críticos no segundo).

  • Avaliar custo versus risco: custo de um vazamento grave ou falha em motor ou multa supera em muito o custo de bons equipamentos.

  • Incluir no orçamento de manutenção preventiva o valor de filtros, reposição de mangueiras, testes de estanqueidade.

Monitoramento continuado

  • Estabelecer checklists periódicos (mensal, trimestral) para verificar integridade de mangueiras, filtros, vedação de conexões.

  • Medir diferencial de pressão no filtro (quando aplicável) para detectar obstruções.

  • Verificar visualmente ou por sensores presença de água ou sedimentos no tanque; realizar drenagem ou uso de filtros hidrofóbicos.

Conclusão

Mangueiras certificadas, filtros de linha de qualidade, equipamentos compatíveis e cumprimento integral das normas (ABNT 15461, IT 2025, INMETRO) não são despesas facultativas: são pilares para operacionalização segura, eficiente e legal do armazenamento e da distribuição de Diesel e Arla‑32. Empresas que investem nestes aspectos reduzem riscos de acidentes, contaminações, prejuízos operacionais e legais — ao mesmo tempo em que elevam sua confiabilidade no mercado.

Para quem atua neste segmento, como a TB Tanques e Bombas, saber ofertar produtos de qualidade e orientar clientes para boas práticas não é apenas parte do negócio: é diferencial estratégico. Se precisar, posso estruturar este blog também com exemplos visuais, checklist para baixar ou infográfico para divulgação — podemos trabalhar isso?

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